06.07.2008
Go deeply.

"Seja como for, seja para onde for, partir!"

10.Maio.2008 Portalegre

Tal é o desalento pelo que vejo certas horas.
São os traços, os gestos, a presença
A incoerência e a ausência.
O que não bate tantas vezes certo.

Suspiro duas, três vezes
Passa aos poucos

E já passou.
Até que volte de novo.


Cada um de uma coordenada geográfica…
Veio…
Mostrar-se…

No começo foram definidos os laços. Foram-se dando provas.
Revelámo-nos superficialmente.
Fomos apostando aos poucos.
À medida que o tempo foi passando a coragem dos afectos foi-se tornando imperatriz.
Viajámos no tempo e no espaço…
Visitámos castelos e palácios… lugares cheios de história…
E entendemos… que éramos, também nós, personagens de uma história… de um pedaço de vida…
Fomos deixando inscritos dados irremediavelmente marcantes.
Encarámos imprevistos.
Amadurecemos.
Crescemos.
Concluímos que juntos somos mais. Muito mais.
Observámo-nos vezes sem conta e, sem darmos por isso, fomos notados, acarinhados e afortunados.
Foi o carácter de cada um que delineou estes quatro anos.
Uma temporada que há-de ditar, em grande medida, o que vamos ser.
Cada um deixa fragmentos de memória.
Queremo-nos a todos.

São muitas as vezes em que sufoco tudo quanto quero.
Ao mesmo tempo.
Quando sereno não sei o que pareço.

Gosto de um sol que me bata na cara.
Recarrego por dentro.

Gosto de uma lua que se mostre.
Fico mais desperta.

Gosto do um mar que faça ruído.
Fecho os olhos.

Agora já nem sei.
Sou exigente e está tudo fora do lugar.

Hoje, já nem sei.
Sou rigorosa e está tudo inerte.

E se eu mudar a mobília,
A cor das paredes,
E as flores do canteiro?!