Estes dias têm sido vazios mas cheios de ecos de alguma coisa.
Sigo animada porque o contrário não me ajuda nem me mostra caminho algum.
O frio tem feito com que o tom da minha pele se altere e que a energia que o sol oferecia tenha diminuído mas, mesmo assim, ainda vejo outros canais, outros trilhos.
Aproveito para organizar as minhas coisas. Faço do que me rodeia um arquivo a consultar.
A música serve-me de companhia e as folhas de papel compactadas e completas de frases, parágrafos e pontos de exclamação também.

“I've always been up and down
Never wanted to hit the ground
(…)
Catch the sun, before it's gone
Here it comes, up in smoke and gone
Catch the sun, it never comes
Cry in the sand, lost in the fire”

Ganhei gosto em tecer, qual Penélope… mas eu prefiro o cachecol à colcha! [lol]
Também me tenho posto a par das burocracias do dia-a-dia daqueles que já não montam Legos nem vagueiam sentados com a palma da mão sob o queixo “atentos” ao conhecimento (?) que alguém lhes transmite.
O melhor de tudo é a cumplicidade que se vai ganhando e conquistando connosco próprios.
Serenos e sem pressas.
Porque a existência de cada um é um sopro, dois talvez.

Chema tiene una casita nueva... Un rincón de palabras!...

Estou sem graça.
Lenta nos gestos. Sem carvão e sem fogueira.
Mas a ferver nos compassos do corpo.
Queria continuar a minha viagem na roda gigante.
Essa que agora parou.
Mas que me deixa ver tudo desde cá de cima, a uma altura que me dá tempo e espaço para decifrar tudo o que me tem passado ao lado enquanto a roda girava. E girava.

E é isso que sou.

Um corpo eléctrico numa roda que agora parou.



[Autoria: Chema] *com som ~ agora sim completo!

Este vídeo consegue mostrar o quão feliz fui durante cinco meses.

A Madeira estava já desenhada. Em papel branco e a carvão.
O registo era forte e definido.

Os dias que me acolheram na ilha das flores foram solarengos, macios e felizes.

Sempre que pude, fui deixando os meus passos marcados nos caminhos que me mostraram postais que dificilmente compramos quando queremos.
Aprendi, deixei mais uns quantos pós e voltei outra vez com o peito cheio e de sorriso no rosto.

Sabe a doce quando vamos conseguindo pendurar os quadros que pintamos.

Aqueles que em nós ficam, trazem um pó brilhante.
Escondido.
Guardado.
E é devagar e sem intenção que limpam os pés, batem à porta e… com simpatia… pedem licença para entrar.

Sentam-se à mesa, aceitam café e… nos descobrem!

Observam-nos… sem que nos sintamos observados… e transmitem, pelo percurso dos membros e pelo caminho dos olhos – o veredicto.
Mas sempre tão devagar…
Porque o tempo nos ajuda. O tempo que dá tempo ao tempo…!
E no mesmo tempo que o tempo lhe der, o pó é soprado aos poucos para que nunca se acabe, para que nunca termine.

Porque aqueles que em nós ficam são o reflexo do brilho que em nós existe.

Ah! Ahí estaba ella! Bajando las escaleras y buscando un punto… una presencia… fue como si el tiempo no hubiera pasado nunca… como si todos los dias se hubieran borrado y todo volviera a ser como hace seis meses atrás.
Fue una prueba, una más… de como es seguro que he ganado una amiga para siempre. Con ella volvi a estar también con todos aquellos que echo tanto de menos.
Fueron dias dulces para mí y llenos de recuerdos felices.

Gracias por haber venido Alessia.